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Sem ‘cintura’ ou medo de pressão, Muricy afirma: ‘Eu sou bom pra caramba’

Fonte: Globoesporte.com

Para quem vê ou ouve as suas entrevistas, Muricy Ramalho aparece quase sempre como um sujeito ranzinza e resmungão. Mas o treinador de 54 anos discorda. Diz-se um homem que brinca nos momentos certos e que trabalha sério. Que não tem “cintura” e que não entra em esquemas. E que é bom no que faz. “Bom para caramba”, afirma.

Conhecido pelos títulos, principalmente a trinca de brasileiros com o São Paulo, o técnico do Palmeiras afirma que não é ruim no mata-mata, mas que também não é especialista em pontos corridos. Em entrevista ao GLOBOESPORTE.COM, Muricy fala que sonha em conquistar um título pelo Alviverde, clube no qual está há pouco mais de seis meses, o estresse no futebol, a vontade de parar. E afirma que é um homem feliz. “Sou feliz demais”

GLOBOESPORTE.COM – Você tem pouco mais de seis meses como técnico do Palmeiras. O que mudou depois que assumiu o time?

Muricy Ramalho – Agora eu conheço melhor o clube, as pessoas. Facilita no meu trabalho. O começo foi complicado. Demora-se um pouco para acostumar porque são clubes e diretorias diferentes. Agora está mais fácil

O Palmeiras já tem a sua cara?

Já. Os jogadores já sabem o que penso e como sou.

O torcedor palmeirense tem um perfil diferente do são-paulino. Sente muito isso?

É uma loucura, a torcida participa demais, é quente. Ela exige demais e acho legal porque quem está em time grande tem de ser cobrado. Isso não me importa, estou acostumado e gosto. Ela ficou brava no fim do ano, mas cantou na estreia do Paulista. Eu me sinto bem com isso. Por isso que o jogador tem de aguentar, ser como o Pierre, aguerrido, porque a torcida é dessa maneira.

A queda no Brasileiro ajudou a ver algumas coisas que não via antes por causa da ascensão do time na competição?

Sou frio para analisar. Foi parte técnica. Quando time cai tem de ver se tem estrutura boa, salário em dia, trabalho bom. E não tínhamos problemas com isso. Nosso problema foi técnico mesmo, foi de peças que não tínhamos para substituir. Não nos preparamos nesse sentido para um campeonato longo, como o Brasileiro. Perdemos alguns jogadores, a defesa caiu e aconteceu o que aconteceu.

No segundo semestre do ano passado, o Palmeiras teve altos e baixos. Esperava tantas emoções em tão pouco tempo?

Não foi tanto assim. Ficamos 19 rodadas na ponta. Claro que apaga porque não foi campeão e nem para a Libertadores. Foram emoções normais, estou acostumado. Chegamos na última rodada brigando pelo título. Se não tivesse a Libertadores seria uma coisa normal. Mas as pessoas dão muita importância ao torneio no Brasil. Por isso não fomos reconhecidos.

Dá importância à Libertadores?

Todo mundo dá porque é moda. Quando eu jogava não tinha importância nenhuma. Íamos com time misto. Agora, de um tempo para cá, por causa do Mundial e do dinheiro, ganhou uma importância muito grande.

Por ser o técnico com mais pontos no sistema de pontos corridos, você fica incomodado quando falam que não é bom no mata-mata?

Não me incomodo porque as pessoas que falam de futebol são muito burras. Não analisam, não veem a minha carreira. Ganhei muito mais mata-mata do que pontos corridos. Mas as pessoas não buscam a história. Meu primeiro campeonato foi a Conmebol, um mata-mata. Na China, no Pernambucano (Náutico), no Gaúcho (Internacional) e no Paulista (São Caetano) também. Eles falam que existem especialistas, mas quais são os últimos campeões da Libertadores? Repetiu alguém? É duro ouvir isso! O mata-mata é o imponderável, depende de sorte. Campeonato difícil de ganhar é o Brasileiro. Esse sim é f…! Porque são seis meses, depende de planejamento, tem de ter pensamento forte para manter o time na linha.

Brasileiro é a sua especialidade?

Eu não tenho especialidade. O que acontece é que ganhei três vezes o campeonato mais difícil. No Brasil, as pessoas dão pouca importância a quem vence. Pode escrever. Você vai ficar muitos anos na imprensa e não vai ver outro ganhar. Não vai! Esquece! Porque é muito difícil. Não é só ganhar dentro do campo. Tem muitas coisas, tem de passar por crise, aguentar muita coisa, segurar o jogador. Aí sim o cara é bom. Mata-mata depende da sorte.

Você é bom ou tem sorte?

Eu sou bom para caramba! Sou muito bom. Não acredito em sorte. Acredito em um cara competente. Sorte qualquer um tem. Agora competentes são poucos. Sabe o que acontece? Como eu ganhei muito, os caras têm de bater em quem é bom. Por isso que de vez em quando dou umas porradas em alguns de vocês. As pessoas analisam futebol sem nenhum tipo de pressão. Assim é fácil.

No São Paulo existiam pessoas da diretoria que não gostavam de você, uma certa pressão…

Não em mim. Pressionar a mim é a coisa mais difícil do mundo. Faziam pressão por fora, mas comigo ninguém vinha falar. Sentar comigo? Difícil para caramba.

Já se sentiu pressionado no Palmeiras?

Não me sinto pressionado nunca na vida porque meu trabalho é muito bom e correto. Sempre dá resultado financeiro, dá crédito ao clube. Converse com o seu Juvenal (Juvêncio, presidente do São Paulo) e pergunte para ele. Um cara não me seguraria três anos e meio de graça. Dei muitas coisas para eles, título, jogadores para a seleção brasileira, revelei atletas. Agora tem o lado ruim, que não sou social. Se eu sinto que a pessoa quer fazer as coisas para o seu lado e não para o clube, ela vai dar azar comigo. Eu não vou agradar e ela vai querer me mandar embora. Futebol funciona assim. Em todo lugar que eu vou, tenho de ganhar. Não tem essa de agradar, sair para jantar. Esse é o problema. Infelizmente existem vaidades, interesses e um monte de coisas que quem quiser se dar bem, acaba deixando passar. Mas eu não sou assim, não tenho cintura. Para mim, é o bom com o bom e o ruim com o ruim. Não me sinto bem trabalhando com um cara que é porcaria. Esse é meu lado ruim na bola.

Isso acaba prejudicando a sua carreira?

Ah, prejudica. Por isso que fico doente. Se não ganhar, os caras me tiram. Não tem acordo. Eu não durmo, quero ganhar e preciso fazer o impossível, loucuras para isso. O trabalho às vezes é minado porque as pessoas querem te ver fora. Só que eu aprendi assim.

Ainda tem contato com as pessoas do São Paulo?

Sou querido, tenho muitos amigos, mas não fico ligando. Eu fiquei três anos e meio lá e chegou um novo treinador. Não posso ficar ligando para eles, tenho de dar sossego para o cara lá (Ricardo Gomes) porque fiquei o tempo inteiro ganhando (títulos). Não ligo mesmo, para ninguém. No fim do ano que me mandaram mensagem. Mas essa é a minha maneira de ser. Saí de cena e o cara lá que tem de tomar conta agora. Nunca parei lá para nada porque não acho bom. Foi um momento legal, mas meu time é o Palmeiras.

Em entrevistas passadas, você comentou que não tem o hábito de ligar para jogadores, mas que no Palmeiras acabou fazendo isso para ajudar nas negociações. Ligou para quem?

Conversei com o Lincoln porque a diretoria pediu. Não gosto de me meter. Mas existia dificuldade. Não o convenci porque isso eu não faço. Só expliquei o porquê de eu ter vindo para o Palmeiras. E o jogador aceita porque eu tenho crédito. Liguei para o Edinho também, que já conhecia do Internacional. Mas o clube precisava que eu fizesse isso. Não vê que agora sou até garoto-propaganda? Estou fazendo coisas que nunca fiz. Mudei a minha maneira de ser porque eles precisam.

Essa mudança chegar a te incomodar?

Não porque eles precisam. Mas eu não gosto de fazer. Não é meu forte.

Não gosta de ser garoto-propaganda?

Não é que não gosto. Até na estreia (contra o Corinthians) estava horrível com aquela roupa, mas acabou aparecendo mais do que nunca, e os patrocinadores ficaram felizes. Estou satisfeito porque sei que rendeu um bom dinheiro para o clube. Não me importei em nada, pois não tenho vaidade. E nem ganho nada a mais.

O marketing do Palmeiras acredita que a sua imagem vende e te considera uma pessoa carismática. Concorda com isso?

No São Paulo aconteceu a mesma coisa e vendeu bastante (o clube criou um adesivo com o slogan “Aqui é trabalho, meu filho!”). Quando vou na TV, os caras dizem que a conversa é bom e que a audiência é legal. Não sou garoto-propaganda, mas as pessoas admiram a minha maneira de ser. Eu sou assim.

Se considera um cara mais carismático ou ranzinza?

As pessoas criaram essa imagem de mim, mas não sou ranzinza. Só sou um cara que não concordo com certas coisas e não sou vaselina. Eu exponho a minha opinião e não fico enganando as pessoas. Acho que é melhor assim. No meu dia a dia sou um cara descontraído, trato as pessoas bem. Não tenho jeitinho nem conversinha. Não sou ranzinza nem turrão coisa nenhuma. Na hora da brincadeira, eu brinco. No trabalho, sou sério.

Tem a obsessão de conquistar um título pelo Palmeiras?

Ô se tenho! Não por mim, mas pelo tratamento que tenho desde que cheguei. As pessoas me receberam bem e queria dar alguma coisa em troca. Já fui campeão várias vezes, mas queria pela satisfação de ver as pessoas felizes. É isso que me dá força para continuar forte aqui e brigar. Eu vejo que as pessoas têm ainda um pouco de insegurança em relação ao time, mas ele é forte. É só nisso que penso todos os dias, no título.

Você é feliz?

Sou demais. É que as pessoas não vivem o meu dia a dia e só veem isso, um cara p.. chato e ranzinza. Todas as vezes que apareço para falar é de futebol, que é um assunto sério. Mas sou um cara super feliz. Todo lugar que vou sou querido, tenho minha família. Só isso já basta para ser feliz. Vivo bem comigo mesmo, tenho sucesso, sou campeão e felicidade é isso.

Pensa em aposentadoria?

Eu confesso que estou um pouco cansado do futebol. Cansado de as pessoas não conversarem um pouco mais de futebol. Isso me deixa irritado. Tem hora que penso em dar um tempo. Queria ficar um pouco mais com a minha família. Preciso operar a vesícula, pois tenho uma pedra e essa não tem jeito, senão vai me arrebentar. só que tenho compromisso e preciso cumprir. Estou numa sequência muito forte. Não tenho data (para parar), mas acho que vai ser rápido. Sou um cara que tem valores que me machucam no futebol. Tem muita coisa errada e tem hora que dá vontade de dar uma parada. Mas não queria largar totalmente. Queria ser uma espécie de conselheiro de uma base. O estresse está muito grande no futebol. Quando você perde, parece que cometeu um crime. Está muito pesado.

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Palmeiras assina na próxima semana patrocínio de R$1,5 milhão

Fonte: Globoesporte.com

O Palmeiras pretende anunciar no início da próxima semana seu novo patrocinador para este ano. A Seguros Unimed, braço da empresa de planos de saúde, estampará a sua marca na camisa do técnico Muricy Ramalho, nas macas e em algumas placas do estádio Palestra Itália. O contrato, com vigência até o fim desta temporada, renderá aos cofres alviverdes R$1,5 milhão, sendo que o valor no uniforme do treinador está fixado em R$840 mil. A estreia do técnico com o logo da empresa pode acontecer já neste domingo, no clássico com o Corinthians, no Pacaembu.

A Samsung e a Adidas, patrocinadora e fornecedora de material esportivo do time, respectivamente, têm contrato com o Palmeiras até o fim de 2011. O acerto com multinacional coreana, firmado no início de 2009, foi de R$45 milhões.

No ano passado, o Palmeiras tentou vender o espaço nos calções dos jogadores, mas não obteve sucesso. Após buscar um acordo com a Cosan (uma das maiores processadoras de cana-de-açúcar do mundo), depois com a Lupo (fabricante de meias) e por fim com a própria Seguros Unimed, o clube foi impedido de fechar um contrato, pois o acerto com a Samsung prevê exclusividade na exploração do uniforme dos palmeirenses.

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Ainda sem acordo com Fla, Love pode jogar estreia pelo Palmeiras

Fonte: Portal Terra

As dificuldades em alcançar um acerto com o Flamengo fazem o atacante Vagner Love pensar em alternativas para a temporada 2010. O jogador não descarta até atuar pelo Palmeiras na estreia do Campeonato Paulista, sábado, contra o Mogi Mirim, no Palestra Itália.

Questionado antes do treino desta terça-feira se entraria em campo pelo Verdão, Love deixou a decisão nas mãos da comissão técnica. “Vai depender do Muricy”, afirmou o jogador, que ainda se mostra, contudo, receoso em ficar no time paulista por causa de um problema com a torcida.

A saída de Love para o Flamengo travou com a exigência do CSKA, da Rússia, que quer receber um valor pelo empréstimo até o meio do ano. A equipe carioca não está disposta em realizar qualquer tipo de pagamento pelo jogador.

O Palmeiras, por sua vez, havia dado sinal verde para a saida do atacante em troca de uma dívida referente a salários, direitos de imagens e luvas.

Ao técnico Muricy Ramalho, a chance de contar com Love pode ser vista como uma boa notícia. Afinal, o Palmeiras sofre com a falta de opções no ataque no início de 2010.

Além das saídas de Willians e Ortigoza, o Verdão não conta com Lenny (machucado) e pode ficar sem Robert na estreia por um problema de documentação.

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Muricy aponta esvaziamento no ataque e cobra substituto para Love

Fonte: UOL Esporte

Muricy Ramalho evita tratar Vagner Love como um ex-jogador do clube, mas não faz planos com o atacante e solicitou à diretoria uma reposição para o setor. O treinador argumenta que o Palmeiras de 2010 não pode cometer o mesmo erro do ano passado, quando o time sentiu as ausências de Cleiton Xavier e Diego Souza em momentos decisivos do Brasileiro. Pior ainda se faltar um centroavante, avalia. Para evitar vazio no ataque, Muricy cobra reforços para o sistema ofensivo.

“Fica nítido que o Palmeiras precisa de mais um camisa 9 e de um camisa 10. Não queremos jogador mais ou menos. Mas tem que ter paciência. Temos um número reduzido de jogadores. Teremos novidades para o ataque e para outras posições. A diretoria está agindo certo”, discursou Muricy nesta sexta.

Vagner Love treinou normalmente nesta sexta-feira de manhã, em Atibaia, sede da pré-temporada do clube. Ele participou de treino técnico em campo reduzido, além de corridas ao redor do campo. À tarde, o atacante retoma negociações para deixar o time alviverde.

A provável saída de Love é discutida por Muricy, que estuda opções para montar o ataque para a estreia no Paulistão, contra o Mogi Mirim, dia 16, no Parque Antarctica.

Daniel Lovinho e Diego Souza podem formar o ataque. Outra opção para o setor, o atacante Robert não deverá viabilizar seu registro a tempo para o duelo inaugural do Paulista. Ortigoza, que defendeu o clube em 2009, não teve seu contrato renovado e negocia com o Botafogo.

Sobre Love, Muricy diz ter se surpreendido positivamente com a conduta do atleta neste período por empréstimo no Parque Antarctica.

“Ele foi extremamente profissional. Sempre cumpriu todas as obrigações, nunca trouxe problema interno, mas todos sabem que existe a negociação para ele sair. Se ele sair, vamos precisar de substitutos”.

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Belluzzo quer ‘fala franca’ com Muricy sobre erros, mas sinaliza permanência

Fonte: Globoesporte.com

Passado o fracasso pela perda do título brasileiro e até a não classificação para a Taça Libertadores, a diretoria do Palmeiras começa a juntar os cacos e a tentar planejar a próxima temporada. Nesta quinta-feira, em entrevista ao programa “Redação SporTV”, o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo revelou que pretende conversar com o técnico Muricy Ramalho sobre a situação dele, mas deu a entender que quer segurar o treinador.

- Não concordo em tomar decisões por impulso. Precisamos manter o rumo, sem tomar decisões sob impacto. Vou conversar com ele para saber se está confortável, para saber possíveis pedidos. Tenho maior respeito pelo Muricy, mas quero conversar com ele para redefinir algumas coisas, falar sobre reforços – afirmou.

Belluzzo, claro, não ficou satisfeito com o que a equipe apresentou na reta final do Brasileirão e pretende fazer com o treinador uma avaliação sobre o que aconteceu. Para Muricy, a falta de peças de reposição no elenco foi determinante para a equipe deixar a liderança depois de 19 rodadas e despencar para o quinto lugar, frustrando todas as expectativas para o ano.

- Tenho questões a colocar sobre o que aconteceu. Uma fala franca sobre o que aconteceu – completou o dirigente.

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Muricy beija escudo do Palmeiras e desabafa

Fonte: R7.com

O triunfo sobre o Atlético-MG, no domingo (29), fez Muricy Ramalho desabar. Ciente da importância da partida para o Palmeiras, que poderia perder a vaga no G-4 em caso de um revés, o treinador comemorou os três pontos com uma declaração ao atual clube.

Na saída do gramado, Muricy Ramalho bateu no próprio braço – gesto tradicional desde os tempos em que trabalhava no São Paulo – e ainda beijou o símbolo do Verdão em sua camisa. Ele ficou claramente emocionado com o caldeirão criado no Palestra Itália por mais de 25 mil torcedores.

Questionado sobre uma possível homenagem ao seu pai, que era palmeirense, Muricy Ramalho respondeu.

- Lembrei do meu pai sim, mas principalmente das semanas que passei, foram muitas críticas, sofri demais, é um desabafo, o nosso ambiente é bom, honesto, mas há fofoca de fora para dentro.

Admitindo o favoritismo do Flamengo para a conquista do título, Muricy Ramalho já demonstra uma clara frustração caso seja confirmada a perda da taça na semana que vem.

- Queria trocar tudo que tenho por esse título do Palmeiras.

Muricy Ramalho considerou fundamental o desempenho do trio Cleiton Xavier, Deyvid Sacconi e Diego Souza no jogo contra o Atlético-MG. O Palmeiras voltou a apresentar velocidade e criatividade nas jogadas, as grandes virtudes enquanto a equipe esteve na primeira colocação do Campeonato Brasileiro.

- Trabalhamos muito em relação a essa nossa dificuldade nos passes. Colocamos gente que passa bem, por isso jogamos com o Sacconi, o Xavier e o Diego Souza.

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Muricy Ramalho reconhece erros, mas avisa: “Eu ainda acredito”

Fonte: Site Oficial

O técnico Muricy Ramalho concedeu entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (17), antes do embarque do Palmeiras para Porto Alegre, e apesar de reconhecer os erros apresentados pelo time nas últimas partidas, adotou um discurso otimista e afirmou que ainda acredita no título do Campeonato Brasileiro.

“Eu já passei por situações piores e consegui o título na última rodada. Reconhecemos que não estamos jogando bem e temos que entender as críticas. Nós fizemos com que isso acontecesse. Mas não podemos desistir. Eu ainda acredito e já passei isso para os jogadores.”

Apesar da esperança, Muricy admitiu que somente uma resultado positivo diante do Grêmio é que vai manter a equipe com chances de conquistar o campeonato. “É claro que não resta outra alternativa que não seja os três pontos. É com esse pensamento que vamos para Porto Alegre. Já falei com os jogadores que estamos muito vivos se conseguirmos a vitória.”

Por outro lado, o comandante palmeirense descartou que a partida desta quarta-feira será menos difícil em razão do Grêmio não estar brigando por título ou vaga na Libertadores.

“Isso não existe no futebol. Não vai ter facilidade, pois o Grêmio é time grande, de tradição. Além disso, tem muita coisa envolvida: é jogo de televisão e está muita gente de olho. Tem negociação à vista, transferência de jogadores…Todos querem jogar bem”, comentou.

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Experiência com São Paulo em 2008 é usada por Muricy no Palmeiras

Fonte: Globoesporte.com

No momento em que o Palmeiras vive dias de incertezas e desconfianças, o lado calejado de Muricy Ramalho entrou em ação. Sem vencer há quatro partidas, o treinador vê sua equipe apresentar um rendimento abaixo do esperado, justo na reta final do Brasileiro. Mas a experiência do passado faz o técnico pensar que, contra o Goiás, nesta quinta, no Palestra Itália, a equipe pode começar uma nova reação na competição e seguir firme rumo ao título.

Na temporada passada, o São Paulo de Muricy chegou a ficar 11 pontos atrás do líder Grêmio. E quando até os matemáticos davam como mínimas as chances do Tricolo Paulista, o time do Morumbi reagiu e venceu a competição com três pontos de vantagem sobre a equipe gaúcha – 75 a 72.

- Temos de passar confiança, treinar, trabalhar. Conversa já teve demais. Agora é um momento de decisão. Passei por isso no ano passado. Falaram que tinha 1% de chance de ganhar e ganhei. Estamos sem muitos jogadores, mas quem entrar está bem treinado e pronto para o jogo – disse o treinador.

Os desfalques a que Muricy se refere estão entre o meio-campo e o ataque. Sem Cleiton Xavier, lesionado, e Vagner Love, suspenso, a tendência é que o treinador opte pela entrada de mais um volante na equipe – Sandro Silva deve ganhar uma chance – além de Robert ou Ortigoza para a frente alviverde.

- Não vou falar o time. A escalação eu dou só na hora do jogo – avisou o técnico.

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Borges no Palmeiras: pimenta na vida de Muricy Ramalho

Fonte: Lancenet

Na briga pelo título brasileiro e praticamente garantido na Copa Libertadores da América de 2010, o Palmeiras já pensa no planejamento para o próximo ano. Nesta projeção entra, claro, a contratação de reforços.

De olho no mercado e no término do contrato de jogadores, o presidente do Verdão, Luiz Gonzaga Belluzzo, já demonstrou interesse em Borges, cujo contrato com o São Paulo se encerra em dezembro.

O atacante Borges chama a atenção dos palmeirenses sobretudo pelo faro de gol aguçado. Desde que desembarcou no Morumbi, em janeiro de 2007, o baiano de Salvador foi artilheiro da equipe nas temporadas. No primeiro ano no Tricolor, fez 13 gols e, no ano passado, decisivo na campanha do hexacampeonato nacional, balançou as redes adversárias 26 vezes.

O principal empecilho para que o atleta pule o muro do centro de treinamento da Barra Funda pode estar no banco de reservas palmeirense: Muricy Ramalho, treinador do São Paulo até junho deste ano. Não foram raras as vezes que o camisa 17 são-paulino demonstrou publicamente sua insatisfação com o técnico por não ter vaga na equipe titular.

Por isto, chegou a protagonizar tiroteios verbais com Muricy, que nunca escondeu sua reprovação por jogadores que pedem lugar na equipe via imprensa. Apesar das rusgas, o treinador declarou em entrevista ao LANCENET!, em agosto, que trabalharia novamente com Borges.

Em 2008, a disputa era com Adriano, Aloísio e Dagoberto. No primeiro semestre deste ano, o semblante fechado de Borges era fruto da perda de posição para Washington. Após a derrota para o Cruzeiro por 2 a 1 no jogo de ida das quartas-de-final da Libertadores, quando só entrou no fim da partida, o atacante deixou claro que as chances de renovação de contrato eram remotas pela falta de oportunidades.

Dos oito avantes do elenco do Palmeiras, Willians, Robert, Obina e Ortigoza terão os vínculos encerrados em dezembro.

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“Ainda estamos nos adaptando ao Muricy”, diz Marcos

Fonte: Gazeta Esportiva

O Palmeiras perdeu neste domingo algo a mais do que a partida contra o Vitória: a diferença confortável na liderança do Campeonato Brasileiro. Ainda na ponta da competição ao final de 24 rodadas, o time terá uma folga de 10 dias na tabela, vista com bons olhos pelo goleiro Marcos, como declarou na noite desta segunda-feira. A equipe voltará a campo apenas no próximo dia 23, às 21h50, contra o ascendente Cruzeiro, no estádio do Mineirão.

“Ainda estamos nos adaptando ao que o Muricy (Ramalho) quer e é claro que quando se tem uma mudança no comando, nós demoramos mais para nos adaptarmos. Mas confiamos nele pelo currículo e teremos mais 10 dias para trabalhar e crescer o entrosamento”, afirmou o goleiro palmeirense, em entrevista ao canal de televisão Sportv.

Muricy Ramalho é o terceiro técnico do Palmeiras somente no Campeonato Brasileiro desta temporada. Vanderlei Luxemburgo comandou a equipe por oito rodadas e perdeu o emprego após questionar o comportamento do atacante Keirrison, transferido para o Barcelona (Espanha) na última janela de transferências e imediatamente repassado por empréstimo para o Benfica (Portugal). A partir da sua saída, o ex-meio-campista Jorginho assumiu como interino e ergueu o Palestra na competição nacional.

Com Jorginho, o Palmeiras chegou à vice-liderança e entrou forte na briga pelo pentacampeonato do Brasileiro. A última partida do interino acabou sendo justamente no clássico contra o Corinthians, pela 14ª rodada, em que o Verdão bateu o arquirrival por 3 a 0, com todos os gols sendo anotados pelo folclórico atacante Obina.

Desde então, Muricy Ramalho manteve o Palmeiras na liderança da competição. Contudo, o time poderá perder a ponta neste final de semana, depois de dez rodadas na primeira colocação, caso o Internacional, no mínimo, empate neste sábado com o Vitória, justamente o algoz do clube paulista no último domingo, no estádio do Barradão.

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