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Com futuro incerto, Obina lamenta briga no Sul: ‘Ficou feio para nós dois’

Fonte: Globoesporte.com

Cinco dias após se envolver em uma briga com o zagueiro Maurício no intervalo do jogo contra o Grêmio, no Olímpico, e ser demitido em rede nacional pelo Palmeiras, o atacante Obina resolveu dar a sua versão para o episódio. Visivelmente arrependido, o Anjo Negro topou conversar com o GLOBOESPORTE.COM em seu apartamento, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Chateado com a situação, o jogador negou que existam problemas de relacionamento no elenco paulista e disse que o seu futuro na próxima temporada ainda é incerto.

No bate-papo, o jogador revelou que conversou com Maurício durante a madrugada após a briga dentro do gramado do Olímpico. Naquela ocasião, o Palmeiras foi derrotado pelo Grêmio por 2 a 0 e ficou mais distante do título brasileiro. Obina considera o grupo alviverde um dos melhores em que já trabalhou, mas ressalta que não voltaria a atuar no clube por conta das declarações do vice-presidente de futebol Gilberto Cipullo, que o demitiu em rede nacional.

GLOBOESPORTE.COM: Você está arrependido pelo que aconteceu no jogo contra o Grêmio e a briga com o Maurício?

OBINA: Estou arrependido. Eu me arrependo porque sou um pai de família, o Maurício também. E ficou feio para nós dois. Essa discussão era para ter acontecido ali no lance apenas. O nosso time era para ter voltado com 11 para resolver no segundo tempo, mas não foi o que aconteceu. Ficou aquela coisa de um ficar magoado com o outro naquele momento e aconteceu o que aconteceu. Peço desculpas aos meus companheiros que ali estavam. Quero que eles sejam felizes no restante do campeonato. Eu não estou lá, mas estou torcendo por eles de coração.

O que ocasionou a briga entre vocês ainda dentro de campo?

Foi uma cobrança normal após um gol, em uma partida importante, que nos colocava na luta pelo título. Tanto eu como o Maurício estávamos focados. O grupo está focado em conseguir os resultados e não é diferente comigo. Eu queria muito vencer o campeonato, conseguir aquela vitória naquela partida. Por causa da adrenalina, nós extrapolamos um pouco. Tenho certeza que o meu coração está magoado com isso, mas tenho certeza que os objetivos do Palmeiras vão ser alcançados por aqueles jogadores que estão lá.

Você e Maurício foram utilizados como bodes expiatórios pelo Palmeiras?

Em alguns jogos, nós não conseguimos os resultados por mais que o nosso time quisesse. Em alguns momentos, nós tivemos a chance de matar o campeonato e não conseguimos. Acabamos sendo escolhidos para bode expiatório como muitos têm dito por aí. Não se pode colocar a culpa em dois jogadores por uma partida só. Nós nos entregamos ao Palmeiras, e esse foi um caso isolado. Discutimos o que era melhor para o time, nos estressamos e acabou acontecendo aquilo. O importante é que eu saí de cabeça erguida tentando fazer o melhor para o time.

Existe vaidade nesse grupo do Palmeiras? A chegada do Vagner Love atrapalhou de alguma maneira?

Não tenho o que falar sobre isso. Sempre tive um bom relacionamento com todo mundo. Eu não entrava nessas polêmicas. Sempre fui tranquilo, tentando fazer o melhor pelo Palmeiras. O grupo é unido, bom de trabalhar. Todo mundo só quer ajudar o Palmeiras. Infelizmente isso aconteceu e as pessoas querem achar desculpa porque estamos em uma situação pior no campeonato. O grupo é bom, é unido, e deu gosto trabalhar com esse elenco.

Você já conversou com o Maurício após o incidente?

Conversei com o Maurício depois do acontecido. Ficamos conversando no quarto e ficamos tristes com aquela situação. Um pediu desculpas para o outro e isso é o mais importante. Aquilo ali ficou dentro de campo e nunca mais vai acontecer de novo. Nós erramos e jamais vai acontecer em outra oportunidade. É um aprendizado para a vida dos dois.

O fato de o Palmeiras ter um presidente (Luiz Gonzaga Beluzzo) envolvido em polêmicas pode ter atrapalhado o time dentro de campo?

O presidente precisa fazer a parte dele. Ele faz o que deve ser feito e sabe quando deve falar pelo clube. O Palmeiras tem pessoas competentes no cargo e quem eu sou para falar do presidente do clube, que é uma pessoa maravilhosa. Eu o respeito muito. Cada um deve estar com a consciência limpa de que fez o melhor pelo Palmeiras em 2009.

Você guarda mágoa de alguém do Palmeiras?

Não. Só guardo carinho de todos e respeito. Isso é o mais importante. Saí e deixei muitos amigos. Sou uma pessoa feliz por ter participado daquele grupo.

E o seu futuro?

O futuro ainda é incerto. Ninguém sabe o que vai acontecer depois disso. O meu contrato ainda não foi rescindido. Tenho que respeitar isso. No fim do ano, nós vamos ver o que vamos fazer. Vou deixar tudo na mão do meu empresário. Vou ficar tranquilo, curtir a família e se Deus quiser estar em uma grande equipe no ano que vem para fazer o meu trabalho, que é jogar futebol.

Você volta ao Flamengo em 2010?

Não sei o que vai acontecer. Tenho contrato com o Flamengo e o certo é voltar no início do ano que vem. Mas tenho que esperar o término do contrato com o Palmeiras. Eu tenho uma opinião e vou passar ao meu empresário o que eu penso.

Se o Palmeiras voltasse atrás e pedisse o seu retorno. Você voltaria ao Palmeiras?

Não sei se eu voltaria. Ficou uma situação feia para mim. Foi uma coisa pública. O dirigente (Gilberto Cipullo) chegou e disse que eu não vestiria mais a camisa do Palmeiras. É muito difícil voltar. Eles sabem da minha competência, do que eu queria para o Palmeiras, de como eu queria ajudar. Só tenho que agradecer ao pessoal que está lá. Tenho só que agradecer aos torcedores que me apoiaram muito. Tenho certeza que o grupo vai colocar o Palmeiras em uma posição melhor do que está agora.

Quem você acha que vai ser campeão brasileiro em 2009?

Está tudo muito nivelado. É difícil apontar um candidato ao título. O São Paulo é o líder. O Palmeiras liderou 19 rodadas e hoje foi ultrapassado. O Flamengo está vindo forte. Pelo que eu vi está difícil. É uma competição que o torcedor está gostando de ver e quem vencer as últimas rodadas vai ser o campeão.

O que você espera da próxima temporada?

Vai ser diferente desse ano. Preciso pensar diferente. O início de 2009 foi complicado, o meio foi legal porque tive boas atuações no Palmeiras, e o final agora foi ruim. Foi um final que não foi feliz. Tenho que tirar muita lição disso e de muitas coisas que aconteceram. As coisas no ano que vem vão acontecer e eu não quero passar por essas situações novamente.

Você quer deixar algum recado ao torcedor do Palmeiras e ao Maurício?

Peço desculpas não só por ter atrapalhado no jogo do Grêmio, mas por ter deixado o time da maneira que foi. Eu queria que fosse com muitos gols. Nessa reta final, eu queria honrar a camisa do Palmeiras e marcar os meus gols. O Maurício é meu amigo. Passamos a noite toda conversando depois daquele episódio. Chegamos ao hotel já sabendo a decisão da diretoria e pensando no que aconteceu para que fizéssemos aquilo tudo.Temos uma amizade grande e isso não vai acabar.

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Cartões tiram quatro palmeirenses de jogo com Atlético-MG

Fonte: Globoesporte.com

O técnico Muricy Ramalho terá de montar um verdadeiro quebra-cabeças para a partida do dia 29, quando o Palmeiras faz sua última apresentação no Palestra Itália no ano, contra o Atlético-MG. Com Obina e Maurício expulsos depois de trocarem sopapos na saída para o intervalo, e o terceiro amarelo de Pierre e Armero, o Alviverde perdeu quatro jogadores para o confronto.

A esperança de Muricy é poder contar novamente com o meia Cleiton Xavier e o zagueiro Maurício, que se recuperam de lesões. Segundo o departamento médico palmeirense, os atletas têm chances de voltar ao time, devido ao tempo que a equipe ficará sem atuar – dez dias.

Para a vaga de Armero, Muricy tem como opção Jeferson, substituto natural do lateral-esquerdo, e Marcão, que pode jogar improvisado no setor. Para o ataque, Ortigoza pode assumir a posição ao lado de Vagner Love. Já o meio, que não terá Pierre, contará com a volta de Souza, suspenso para o jogo com Grêmio. O jovem de 21 anos deve compor o setor com Sandro Silva.

Com 59 pontos, o Palmeiras se mantém na terceira posição do Nacional e precisará torcer por tropeços de São Paulo e Flamengo diante de Botafogo e Goiás, respectivamente, para seguir com chances de conquistar o título do Brasileiro.

Após o fim do jogo, o vice de futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo, garantiu que Obina e Maurício não vestem mais a camisa alviverde.

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Com dois a menos, Palmeiras perde no Olímpico

Fonte: Site Oficial

Jogando no estádio Olímpico, onde o Grêmio está invicto há mais de um ano, o Palmeiras sofreu uma derrota por 2×0. A partida valeu pela 36ª rodada do nacional 2009. Agora, o time do Palestra soma 59 pontos, faltando duas partidas para o fim do Brasileirão.

Depois dos últimos resultados da equipe alviverde, o técnico Muricy Ramalho fez alterações na escalação inicial, colocando Sandro Silva de títular no lugar de Edmílson e Ortigoza no lugar de Vagner Love. Pierre e Deyvid Sacconi também começaram no 11 inicial.

Aos 2 minutos de jogo, Maxi Lopez sofreu falta de Maurício na entrada da área. O meia Souza cobrou com perigo por cima do gol de Marcos. Logo depois, Diego Souza cobrou falta de longe, para fora. Aos 12min do primeiro tempo, Diego Souza recebeu longo lançamento, dominou com bastante categoria e finalizou colocado, rente ao ângulo gremista, também para fora. Aos 16min, Lúcio tabelou com Douglas Costa e cruzou para Maxi Lopez, na entrada da pequena área, chutar à esquerda.

O jogo ficou truncado, com muito empenho dos times. Aos 24min, Lúcio cruzou pelo alto para Maxi Lopez, que testou firme por cima do gol de Marcos. No minuto seguinte, Maxi Lopez ajeitou para Fábio Rochemback finalizar com força, outra vez por cima. Aos 27min, foi a vez de Souza chutar para fora. Aos 33min, Souza cruzou e Maylson cabeceia para a linha de fundo. Aos 40min, Douglas Costa carregou a bola pelo meio campo e finalizou, Marcos espalmou. Aos 43min, Douglas Costa pegou sobra de bola na área e chutou à direita de Marcos.

No último minuto do primeiro tempo, Souza cruzou pela esquerda, Maxi Lopez fez boa jogada e finalizou no canto de Marcos, que conseguiu espalmar, mas no rebote, Rafael Marques marcou, 1×0 para o Grêmio. Na saída para o intervalo, Obina e Maurício, chateados com o gol sofrido e nervosos pelo resultado ruim para o Verdão, discutiram rispidamente e se agrediram. O árbitro viu e expulsou os dois jogadores.

Mesmo com dois homens a menos, a primeira chance de gol da segunda etapa foi do Palmeiras, com Diego Souza, que recebeu longo lançamento pela direita e chutou forte para o goleiro Marcelo espalmar. Aos 17min, Figueroa cobrou falta para a área adversária e Diego Souza cabeceou à esquerda do gol. A equipe palestrina sofria por ter dois homens a menos, enquanto o adversário tinha dificuldades em entrar na defesa alviverde. Aos 19min, Thiego alçou a bola na área e Souza cabeceou para fora.

Apesar do esforço, o Palmeiras sofreu o segundo gol aos 25min, quando Maxi Lopez ganhou disputa com a defesa do Verdão, fintou Marcos e fez 2×0 para o Grêmio. Diego Souza tentou responder aos 29min, mas o chute explodiu na defesa adversária. No lance seguinte, Maxi escorou e Herrera chutou para a linha de fundo. Com a vantagem numérica e no placar, os gremistas passaram a administrar o resultado. A partida terminou em 2×0 para o adversário. O próximo jogo do Palmeiras é contra o Atlético/MG, dia 27/11, às 17H.

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Obina nega confissão de falta e desmente Simon após polêmica

Fonte: UOL Esporte

Assim como foi anunciado pelo presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, o atacante Obina negou qualquer confissão de falta aos auxiliares na derrota para o Fluminense do último fim de semana. O camisa 28 fez questão de desmentir o árbitro Carlos Eugênio Simon e negou que tenha admitido uma infração no lance em que teve seu gol anulado.

“É pura mentira. Em nenhum momento afirmei isso. Só fui reclamar do gol anulado, falei com ele que foi legal. No momento do lance, fiquei alguns segundos parado sozinho e depois o Maicon chega. É ele quem me agarra. As imagens são muito claras e caso eu tivesse errado a cabeçada ele teria que ter marcado o pênalti, pois o jogador do Fluminense me segurou”, acusou o jogador por meio de nota oficial.

A polêmica começou quando Belluzzo deu entrevistas após a partida indignado com a jogada invalidada por Simon. O presidente afirmou que o árbitro gaúcho estava mal intencionado e que o agrediria se o encontrasse na rua.

Simon, por sua vez, respondeu que processaria o palmeirense pelas declarações e ainda revelou que Obina teria admitido a falta após o lance do gol anulado, o que foi negado pelo jogador e pelo presidente mais cedo nesta terça-feira.

“O Simon deveria ser um cirurgião porque ele sempre opera os times”, disparou Belluzzo. “Ele não se envergonha nem de mentir. O Obina não admitiu nada porque não poderia admitir algo que não fez. Isso o que o Simon falou é cascata”, concluiu.

“O Danilo estava do meu lado e é testemunha. Em nenhum momento falei que foi falta. O Simon deve ter colocado alguma coisa na cabeça do auxiliar para ter falado isso”, completou Obina, mencionando o assistente Marcelo Barison, que teria ouvido a confissão do atacante.

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Belluzzo aprova suspensão de Simon e nega confissão de Obina

Fonte: Portal Terra

A suspensão do árbitro Carlos Eugenio Simon até o final do Campeonato Brasileiro, confirmada na segunda-feira pela CBF, foi aprovada pelo presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo. Para ele, foi uma decisão acertada diante do erro na anulação do gol de Obina, na partida contra o Fluminense, no último domingo. “Foi uma decisão correta diante do erro que ele cometeu”, comentou o presidente em entrevista a Record News.

Além disso, Belluzzo rebateu as acusações de Simon sobre uma possível confissão de Obina sobre ter cometido uma falta segundos antes de cabecear a bola contra o gol do Fluminense. “Ele não admitiu nada, até porque não poderia admitir algo que não fez. O que acontece é que os jogadores não falam sobre arbitragem porque tem medo que juízes comecem uma perseguição. Ele quis justificar o injustificável”, complementou.

O presidente, que se mostrou muito mais tranqüilo do que nas declarações dadas após a partida polêmica, também deixou claro que não se exaltou quando fez as primeiras críticas a Simon. “Nunca me exaltei. O que eu fiz foi me pronunciar contra estas arbitragens que parecem cirúrgicas, estratégicas. Não só pelo Palmeiras, mas pelo futebol”, explicou. “Não disse nada que ninguém não saiba”, finalizou.

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Simon faz o resultado e Palmeiras perde para o Fluminense

Fonte: Site Oficial

28 min do primeiro tempo. O placar apontava 0 x 0 no Maracanã. Após cruzamento de Figueroa, Obina ganha da marcação e abre o placar para o Palmeiras. Mas o árbitro Carlos Eugênio Simon marca falta do atacante. As câmeras de televisão mostram o replay do lance: a suposta “falta” cometida por Obina não aconteceu. A verdade é que o camisa 28 foi agarrado pelo zagueiro carioca e, ainda assim, conseguiu mandar para as redes. Ao invés de dar o gol legal ao Verdão ou marcar o pênalti claro em Obina, Simon anula o tento.

E esse erro claro da arbitragem prejudicou o Palmeiras que saiu derrotado por 1 x 0 na tarde desse domingo (08), em jogo válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

No calor da tarde carioca, o Verdão todo de azul e no esquema tático 3-5-2, com Sandro Silva e Souza como dupla de volantes, Marcão na zaga e Obina e Vagner Love na frente. O camisa 5 Pierre foi relacionado, marcando presença no banco de reservas depois de dois meses de recuperação.

O jogo começou brigado, e as equipes disputavam a bola com muito vigor. Logo aos 3 min, boa chance para o Verdão: Vagner Love roubou bola no ataque a bateu sem ângulo. A bola desviou na zaga e ficou fácil para o goleiro carioca. O Fluminense respondeu logo em seguida, com o atacante Fred chutando de fora da área, para firme defesa de Bruno, em sua estréia no Maracanã.

O time carioca buscava o jogo com o argentino Conca, enquanto o Verdão tentava ataques rápidos com o veloz Pablo Armero, pela esquerda. Na frente, Obina e Love eram dois leões, marcando a saída de bola do Fluminense. O meio-campo congestionado (ambos os times jogavam no 3-5-2), porém, dificultava as trocas de bola e as arrancadas.

Aos 10 min, Vagner Love protagonizou mais uma boa chance do Alviverde: Figueroa lançou do campo de defesa e o camisa 9 recebeu na área, mas se enrolou com a marcação e não conseguiu a finalização. No lance seguinte, Diego Souza, experimentou de fora da área, mas mandou à direita do arqueiro Rafael.

Com 14 min, o Fluminense cobrou escanteio com perigo na área palmeirense, mas a zaga tirou bem. A torcida do Verdão fazia sua parte, cantando alto no Maracanã. A equipe do técnico Cuca buscava ataques pelas laterais, com os alas Mariano e Dieguinho, mas Figueroa e Pablo Armero seguiam muito atentos na marcação.

O time carioca seguia na pressão. Aos 19 min, Conca bateu falta venenosa pela direita do ataque palmeirense, mas Bruno estava atento e tirou de soco. Com o calor que fazia no Rio de Janeiro, o árbitro Carlos Eugênio Simon deu tempo técnico na metade da primeira etapa, para a hidratação dos jogadores. Logo após a pausa, o Verdão escapou bem com Obina, mas a zaga do Fluminense fez o corte para escanteio.

Depois de sofrer falta na direita, Conca bateu mais uma vez com muito efeito, aos 27 min. Bruno seguia atento e afastou mais uma. No lance seguinte, a resposta Alviverde: Sandro Silva deu seu tradicional “chapéu” em Diguinho e foi derrubado. Na cobrança, a zaga mandou pra escanteio.

E depois do tiro de canto, aconteceu o lance capital da partida: Obina fez de cabeça completando cruzamento de Figueroa, mas a arbitragem assinalou falta do atacante. Os jogadores do Palmeiras reclamaram muito, e com razão. Afinal, o atacante do Palmeiras ganhou a jogada de maneira limpa e fez o gol que deixaria o Verdão com a vantagem no placar, um tento que mudaria a partida. Mas Carlos Eugênio Simon anulou, apontando uma suposta falta do camisa 28.

Aos 36 min, Figueroa teve a chance: recebeu pela direita, invadiu a área e bateu forte pelo alto, mas a bola foi pra fora. O Fluminense respondeu logo depois, em chegada do ala Dieguinho. O camisa 6 carioca bateu cruzado e Bruno tirou com a ponta dos dedos para escanteio. O time tricolor assustou de novo aos 40 min, quando o zagueiro Dalton cabeceou livre e a bola passou raspando a trave e aos 42 min, em chute para fora de Dieguinho.

A equipe carioca cruzou algumas bolas na área Alviverde, mas sem perigo. E sob o forte sol do Rio de Janeiro, o primeiro tempo terminou em igualdade. Fluminense 0 x 0 Palmeiras, em jogo corrido e faltoso. Os jogadores do Verdão saíram contrariados, pois o time deveria estar na frente no placar, não fosse o erro clamoroso do árbitro Simon.

Para a segunda etapa, os dois times voltaram sem nenhuma alteração. E os cariocas começam em cima: no primeiro lance, Diguinho mandou uma bomba de fora da área e Bruno pulou atrás, mas a bola saiu por cima. Sandro Silva seguia fazendo boa partida, recuperando bolas na defesa e tentando ligar contra ataques. Aos 5 min, quase teve sucesso com um passe para Vagner Love. O camisa 9 tinha tudo para sair livre na cara do gol, mas a zaga tricolor cortou no último instante.

A partida ficou bastante faltosa, mas sem cartões. Os atacantes de ambos os times tentavam escapar as marcações na base da correria. Em um desses lances, o atacante Maicon, do Fluminense, conseguiu escanteio. E na cobrança do argentino Conca, Fred testou firme para fazer 1 x 0 para o Fluminense, aos 15 min da etapa complementar. Prejudicado na primeira etapa, o Verdão ficava atrás do placar de maneira injusta.

Depois de sair atrás no placar, o Palmeiras se lançou ao ataque, deixando perigosos espaços para os contragolpes da equipe carioca. O Verdão cruzava bolas insistentemente na área adversária, mas a zaga tirava o perigo. Em contra ataque perigoso, aos 24 min, o time carioca chegou à cara do gol e só não ampliou porque Mariano bateu para fora.

Muricy Ramalho mexeu no time: tirou Obina para colocar Robert, e Marcão saiu para a entrada de Deyvid Sacconi. O Alviverde lutava em busca do gol de empate, mas a retranca armada pelo Fluminense parava o jogo com faltas. Figueroa sentiu dores e pediu para sair, dando lugar ao camisa 17 Wendel, aos 33 min.

O jogo ficou muito nervoso. Os jogadores começaram a discutir após cada infração, e Pablo Armero ficou com o rosto sangrando depois de levar uma cabeçada do atacante Alan. Simon nada fez para punir a agressão. Com o Fluminense todo no campo de defesa, o Palmeiras insistia nos cruzamentos na povoada área adversária, mas a defesa tricolor seguia afastando o perigo.

Apesar dos 4 min de acréscimo, o Verdão não conseguiu ameaçar a meta do goleiro Rafael. E assim o jogo terminou: Fluminense 1 x 0 Palmeiras. Os jogadores Alviverdes saíram inconformados com o erro claro da arbitragem. No rádio e na televisão, todos decretavam: Simon fez o resultado e claramente prejudicou o Alviverde.

O Verdão volta a campo na quarta-feira (11), para enfrentar o lanterna Sport-PE, no Palestra Itália, em jogo válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro 2009. O desfalque certo é o atacante Vagner Love, que levou o terceiro cartão amarelo. O paraguaio Ortigoza retorna ao time.

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Palmeiras faz exibição de gala e goleia no Palestra

Fonte: Site Oficial

O Palmeiras fez uma exibição de gala na noite desta quinta feira (29), no estádio Palestra Itália, e venceu o Goiás por 4×0 em partida válida pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro 2009. Com o resultado, o time alviverde chegou aos 57 pontos na primeira posição.

O gramado, molhado pela chuva que caiu na cidade de São Paulo, apresentou boas condições para o jogo, que teve a primeira chance de gol aos 3 minutos, com o lateral esquerdo Pablo Armero pegando sobra de jogada aérea na área do Goiás e mandando por cima do gol de Harlei. O adversário respondeu com uma boa jogada de Iarley, que recebeu de Fernandão e finalizou com estilo para a defesa de Marcos.

O talento de Diego Souza começou a aparecer aos 11 minutos, quando o ‘7’ do Verdão driblou dois jogadores do Goiás no meio campo e finalizou rente à trave direita de Harlei. Aos 13min, Léo Lima respondeu com chute de fora da área para fora. Aos 18min foi a vez de Iarley mandar para fora depois de chutar de longe. Aos 24min, Figueroa cobrou falta na cabeça de Obina e Harlei fez grande defesa. Aos 32min, o volante Edmílson sentiu uma contusão e foi substituído por Sandro Silva.

Aos 34min a torcida palestrina viu a falta cobrada por Diego Souza bater caprichosamente no travessão. Aos 37min, novamente Diego finalizou de fora da área, desta vez por cima do gol adversário. A equipe alviverde tinha maior posse de bola e buscava tirar o zero do placar, mas os primeiros 45 minutos terminaram com um empate.

O grito de gol, preso na garganta palmeirense, voltou a sair aos 4 minutos do segundo tempo! Souza fez grande jogada pelo meio campo e tocou para Obina invadir a área e bater com categoria na saída de Harlei, 1 x 0 Verdão! O gol deu mais tranqüilidade ao time palestrino, que teve nova chance de gol aos 7min, quando Ortigoza cruzou na boca da área adversária e a bola bateu na mão de Léo Lima, mas o juiz nada marcou.

Aos 14min, Rafael Toloi falhou, Ortigoza recuperou a bola, invadiu a área e Harlei fez grande defesa. Aos 17min, nova chance para o atacante paraguaio, que bateu cruzado para fora. Aos 22min, Figueroa cobrou falta diretamente para o gol e Harlei, mais uma fez, fez grande defesa. Aos 28min, Ortigoza foi derrubado por Rafael Tolói na área, pênalti! Obina cobrou com precisão e fez o segundo, 2×0 Palmeiras!

O adversário tentou reagir: aos 31min, Ramalho recebeu na área e bateu no contrapé de Marcos, que foi buscar e mandou para escanteio. Deyvid Sacconi entrou no lugar de Ortigoza aos 32min da etapa final e o paraguaio foi muito aplaudido pela torcida. No primeiro lance de Sacconi no jogo, o meia do Palmeiras fintou Rafael Tolói, que fez a falta e recebeu o segundo cartão amarelo, deixando o Goiás com um homem a menos. A consagração do jovem meia palestrino veio logo depois: Obina deixa de calcanhar para Deyvid Sacconi, que finaliza com propriedade, 3×0 Palmeiras!

O Verdão jogava fácil. Aos 41 minutos, Obina foi lançado na área e tocou na saída de Harlei, 4×0 Palmeiras, para ninguém botar defeito. O Verdão administrou a posse de bola até o fim do jogo e concretizou uma grande goleada em casa, para mostrar que o líder voltou. Agora, o clube volta a campo no domingo (01/11), no derby contra o rival.

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Barrado por R$ 400 mil, atacante alviverde celebra: ‘Deixei de ser o Obina do Fla’

Fonte: Globoesporte.com

As comparações com o camaronês Eto’o ficaram para trás. A praia da Barra da Tijuca também. Mas Obina está feliz desfilando pelas marginais paulistanas. Ainda no Flamengo, revelou que precisava de novos ares para deixar de ser conhecido como jogador de um clube só. Conseguiu.

São 22 jogos, nove gols e o respeito dos palmeirenses. Domingo, às 16h (horário de Brasília), no encontro entre o atual e o ex, ficará fora por causa de uma cláusula contratual. Pretende comparecer ao Palestra Itália para rever os amigos rubro-negros, mas, sobretudo, torcer por uma vitória do Palmeiras.

O contrato termina no fim deste ano e os paulistas terão de pagar R$ 4 milhões se quiserem comprá-lo.

GLOBOESPORTE.COM: Antes de acertar com o Palmeiras, durante o jejum de 17 jogos sem fazer gol no Flamengo, você falou que precisava mudar de ares. A troca foi positiva?

Obina: Deixei de ser conhecido apenas o Obina do Flamengo. Passou e eu buscava isso. Mas ainda quero melhorar para terminar o ano campeão brasileiro.

O Flamengo aceitou reduzir a cláusula que o impede de jogar de R$ 1 milhão para R$ 400 mil. Se pudesse opinar, sugeriria que pagassem o valor ou que guardassem para comprá-lo no fim do ano?
Se eu tivesse certeza que faria gol, investiria no jogo. Seria importantíssimo marcar porque deixaria o Palmeiras perto do título.


Mas um gol no Flamengo teria significado especial? Há alguma mágoa?

Não. Respeito o Flamengo e tenho consciência de tudo o que fizeram por mim. Se fizesse gol não comemoraria justamente por essa gratidão.

Depois de um início com muitos gols, agora novamente um pequeno jejum aparece e você não marca desde o fim de agosto. Por quê?

É normal. Quando comecei a aparecer bastante a marcação ficou mais forte. Daqui a pouco passa. Basta a bola voltar a chegar até a mim.

E o interesse do Milan, divulgado pela imprensa italiana?

Eu vi, mas é uma coisa que foi só especulada. A mim não chegou nada. Não sei como está evoluindo.

Em 2010, o Obina vestirá verde ou rubro-negro?

Difícil falar. Quando vim para cá sabia que tinha contrato com o Flamengo. Vou sempre respeitar isso. Vim tentando buscar meu espaço. Hoje não posso responder sobre isso.

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Flamengo propõe reduzir multa de R$ 1 mi para liberar Obina no domingo

Fonte: UOL Esporte

Uma cláusula no contrato de empréstimo de Obina ao Palmeiras obriga o time paulista a pagar multa de R$ 1 milhão ao Flamengo caso queira utilizar o atacante contra a equipe rubro-negra neste Brasileiro. As duas equipes se enfrentam neste domingo, às 16h10, no Parque Antarctica.

A diretoria alviverde, porém, considera abusiva a multa e, a princípio, descarta acordo. O Flamengo, entretanto, informou que conversará com o Palmeiras no sentido de oferecer um abatimento da multa para “soltar” Obina neste domingo.

“O valor da multa para o Obina jogar é de R$ 1 milhão, mas eu faço um abatimento. Se o Palmeiras me procurar, eu faço um abatimento e eles não precisam pagar isso tudo”, disse ao UOL Esporte o vice-presidente de futebol do Flamengo, Marco Braz.

A má fase do atacante reforça a justificativa da diretoria em não ter intenção de pagar R$ 1 milhão. Desde que Muricy chegou ao Palmeiras, Obina tem amargado seca ofensiva.

Na fase pré-Muricy, Obina marcou oito gols em nove jogos disputados pelo Palmeiras no Brasileiro, média de 0,88 gol por partida. Já com o atual treinador, o atacante caiu drasticamente de produção. Fez apenas um gol em 11 jogos – média de 0,09 gol.

“Infelizmente o Palmeiras não vai poder usar o Obina em campo neste domingo. O valor que o Flamengo pede é muito alto. Não acredito que possa haver acordo”, informou ao o gerente de futebol do Palmeiras, Toninho Cecílio.

O pagamento de multa para utilizar jogador já deu lucro ao Palmeiras. Na vitória do Palmeiras sobre o Atlético-PR, em 26 de setembro, pelo Campeonato Brasileiro, a diretoria alviverde gastou bem menos para ter o zagueiro Danilo em campo.

Detentor de parte dos direitos econômicos de Danilo, o Atlético-PR exigia R$ 100 mil para liberar o zagueiro, 10 vezes menos da multa fixada com o Flamengo por Obina. O Palmeiras pagou os R$ 100 mil para contar com Danilo.

E a estratégia do Palmeiras foi certeira: Danilo deu assistência no primeiro gol do time no êxito diante dos paranaenses, fez o segundo gol do Palmeiras e impediu o empate do Atlético-PR ao salvar bola quase em cima da linha.

Além de Obina, o Palmeiras não terá Marcão e Figueroa, suspensos, contra o Flamengo. Em compensação, Muricy Ramalho poderá contar com Diego Souza, que retorna da seleção brasileira.

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Volta de titulares anima Muricy: ‘Com eles vamos arrancar para o título’

Fonte: Globoesporte.com

Muricy Ramalho penou nas duas últimas rodadas para escalar o Palmeiras. Sem Armero e Diego Souza contra o Avaí – os atletas serviam às seleções colombiana e brasileira, respectivamente – o treinador suou para conseguir um empate em 2 a 2, depois de estar perdendo por 2 a 0, no Palestra Itália. Contra o Náutico, na última segunda-feira, derrota por 3 a 0, nos Aflitos, sem mais quatro jogadores: Edmílson, Obina e Vagner Love, suspensos, e Jefferson, lesionado.

Mas para a partida contra o Flamengo, domingo, em casa, o treinador já terá novamente os jogadores citados à disposição – as únicas dúvidas são Love, que foi expulso contra os catarinenses e deve ser julgado ainda esta semana, podendo pegar até mais três jogos de punição; e Obina, que para enfrentar seu ex-clube fica dependendo de o Palmeiras pagar uma multa de R$ 1 milhão. E o retorno desses atletas anima Muricy para o reencontro com as vitórias e mais conforto na ponta da tabela.

- O campeonato é difícil. As outras equipes estão brigando muito também. O Náutico está brigando para não cair, e outros para se aproximarem de nós. Está difícil demais, pois os times da parte de baixo complicam. Mas com certeza com a volta dos outros jogadores nós daremos uma arrancada para o título – disse o treinador.

O Palmeiras lidera o Brasileiro com 54 pontos, cinco a mais que o São Paulo, segundo colocado. Apesar de ter a volta de atletas importantes, o Alviverde não poderá contar com Marcão e Figueroa, que receberam o terceiro cartão amarelo contra o Náutico. Em suas vagas devem entrar Edmílson para a zaga e Wendel na lateral direita.

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