Com Muricy, até Diego Souza pede todos atrás da linha da bola

Fonte: Gazeta Esportiva

Os três títulos brasileiros consecutivos conquistados com o São Paulo realmente convenceram o elenco do Palmeiras de que toda a ordem de Muricy Ramalho deve ser seguida à risca. Até mesmo o maior destaque do time, Diego Souza, não reclama de jogar no ataque e endossa o coro de apoio à nova filosofia: marcar o adversário e só atacar quando houver um erro. Será assim nesta quarta-feira, contra o Atlético-MG, no Mineirão.

“Não só neste jogo, mas em qualquer outro tem que se manter atrás da linha da bola, esperar para ver o que o adversário quer fazer. Eles jogam em casa, têm pressão da torcida, vão para atacar, fazer uma avalanche mesmo, querendo sufocar. Vamos precisar ter boa posse de bola e, quando tiver um contra-ataque, matar o jogo”, pediu o meia. “O mais importante é manter a nossa consistência de jogo, que nos dá segurança. Temos jogado bem fora de casa.”

Na opinião do camisa 7, a estratégia montada pelo chefe é eficiente principalmente em confrontos decisivos e em campos grandes. “Quando se volta atrás da linha da bola, dificulta bastante para o adversário, não deixa jogar com tanta facilidade. E o Mineirão é um campão grande para encaixar um contra-ataque e definir o jogo. É muito bom”, comentou.

As palavras da mais cara contratação do futebol brasileiro em 2008 mostram como Muricy foi bem aceito no Palestra Itália. “Sem dúvida já se pode dizer que é o Palmeiras do Muricy Ramalho. Ele montou o esquema que ele gosta e tem dado certo, como tem sido nos últimos anos”, elogiou Diego, aparentemente sem se incomodar por atuar mais adiantado, revezando-se com Cleiton Xavier na parceria de Obina na frente. “O Cleiton joga mais pelo meio, mas, quando volto, ele joga como atacante”, explicou.

O novo técnico tem agradado tanto que nem o comentário de que o plantel do São Paulo é superior ao do Verdão incomodou. “O Palmeiras tem um excelente time e um excelente elenco. De repente o professor quis dizer que no elenco do São Paulo os jogadores são mais parecidos um com o outro. Se um não joga, entra outro experiente, mais rodado para um momento decisivo e que não vai sentir tanto quanto um garoto”, tentou defender Diego Souza.

O principal jogador do time mostra até certa concordância com a análise de seu comandante. “O Palmeiras tem um elenco muito bom, um dos melhores do Brasil pela qualidade que tem. Mas o professor Muricy quis dizer que, como são garotos que não jogaram tanto, no momento que precisar podem sentir um pouco porque nunca viveram um momento decisivo”, previu.

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