Ex-xodó de Luxa, Lenny reinicia ciclo no Palmeiras com ‘desconhecido’ Muricy

Fonte: UOL Esporte

Contratado a pedido de Vanderlei Luxemburgo no ano passado, Lenny tinha a fama de ser um dos protegidos do ex-treinador palmeirense. De volta à equipe após três meses afastado, o atacante de 21 anos tenta recuperar o prestígio diante de um novo comandante. Para isso, terá de quebrar uma barreira: a falta de comunicação com Muricy Ramalho.

“Ainda não sei como é o Muricy nos jogos e estou na expectativa para descobrir”, comentou o atleta. “Acompanhei pela mídia que ele me elogiou, mas não tive um grande contato com ele ainda. Não sei como é na preleção e nas concentrações, por exemplo. Só conheço seus métodos dos treinamentos e quero ‘conhecê-lo’ de verdade em breve”, completou.

Em entrevista ao UOL Esporte, Lenny falou sobre a expectativa do retorno ao Palmeiras após a fratura no pé direito. O atacante também revelou as lições que aprendeu ao ficar fora do time e comentou as especulações de sua transferência para o Náutico.

Confira os principais trechos da entrevista:

UOL Esporte – Você começou a trabalhar com bola nesta semana. Como anda a recuperação e qual é a previsão para ficar à disposição do Muricy?
Lenny: Voltei agora a fazer o trabalho com bola mais forte. Daqui uma semana devo iniciar os treinos com o resto do grupo e daqui umas duas estar totalmente integrado e pronto para atuar se for necessário.

UOL Esporte – Você era um dos jogadores mais defendidos pelo Luxemburgo, mas agora começou um trabalho novo com o Muricy Ramalho. O que mudou nessa troca de treinadores?
Lenny: Fiquei machucado na época do Vanderlei e vi a troca do lado de fora. Na verdade, ainda vi pouco do seu método de trabalho. É claro que observo muito o que acontece nos treinos. O Muricy é um cara que treina mais com bola e dá prioridade aos passes, com muitos trabalhos em campo reduzido. Mas ainda não estive concentrado com ele nem nada disso. Ainda não sei como é o Muricy nos jogos e estou na expectativa para descobrir.

UOL Esporte – Como foi seu contato com o Muricy até agora. O que ele conversou com você?
Lenny: Ele é um cara muito na dele, tranquilo. Sempre pergunta como estou e se estou melhorando, mas fica nisso. Acompanhei pela mídia que ele me elogiou, mas não tive um grande contato com ele ainda. Não sei como é na preleção e nas concentrações, por exemplo. Só conheço seus métodos de treino e quero ‘conhecê-lo’ de verdade em breve.

UOL Esporte – Recentemente, surgiram especulações de sua transferência para o Náutico. Você tem interesse em ir para lá? Como anda a negociação?
Lenny: Soube disso pela internet, mas ninguém me procurou. Desde quando fiquei machucado tinha interesse em voltar o mais rápido possível. Não pensei em sair do Palmeiras. Não me esqueço do apoio que tive no começo do ano, da torcida e de todo mundo. Quero ficar e repetir isso. Quando você fica muito tempo fora, aprende muito e começa a dar mais valor para esse tipo de coisa e outras que não ligava antes.

UOL Esporte – Como assim? O que você aprendeu com a lesão e o tempo afastado?
Lenny: Aprendi a valorizar coisas simples, o que antes não acontecia. Resgatei vários sentimentos e me senti uma verdadeira criança. Fiquei dois meses de muleta e não conseguia fazer coisas tranquilas, como atravessar a rua. Quando entrei em campo a primeira vez aconteceu o mesmo. Fiquei emocionado só de dar um passe de 2m na bola. Até pensei: ‘Tá de sacanagem! Um jogador profissional ficando feliz em dar um passe assim’. É engraçado reparar nesse tipo de reação.

UOL Esporte – No início do ano, o Palmeiras contava com poucos atacantes no elenco. Hoje em dia, possui oito. Como você vê a concorrência na posição com as contratações de Vagner Love e Robert?
Lenny: Está muito mais forte do que no começo ano, sem dúvida. Mas independente do que acontecer preciso trabalhar para recuperar minha vaga. A vantagem de ter ficado fora é que estou com a ‘faca nos dentes’. Quem está fora não fica relaxado, o que acaba sendo muito bom.

UOL Esporte – Você acha que suas características o ajudam a formar uma eventual dupla com o Vagner Love?
Lenny: Sou o menor dos atacantes e talvez o que tenha mais agilidade. Também gosto muito de driblar. O Palmeiras tem jogado com atacantes mais centralizados, o que também dá certo. Mas espero mostrar minhas cartas. Quem fica fora tem que mostrar algo diferente para o time e é nisso que eu aposto. Vou tentar mostrar para o Muricy o que ele pode ganhar comigo, tomara que dê certo.

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