Após suspeita de osteoporose, Marcos deve preparar goleiros

Fonte: Gazeta Esportiva

Há dois anos, quando via Diego Cavalieri firmar-se como titular, Marcos tratava de fratura no braço e suspeitava ter osteoporose. Agora, vive grande fase, firmou contrato de cinco anos com o Palmeiras que garante uma função futura na comissão técnica do clube e pensa em seguir carreira como preparador de goleiros. Algo inimaginável para quem antes se via no final da carreira.

“Fiquei meio preocupado um tempo. Quebrei o mesmo braço três vezes em 2007. Não existe isso… Comecei a pensar que era coisa da idade e falei para fazerem exame de osteoporose”, disse o arqueiro ao Sportv. “Em 2006, no ano da Copa, tive uma lesão no adutor que me deixou praticamente sete meses sem jogar. Dá uma desanimada, uma baqueada. Se você só se machuca, fica com a consciência pesada, achando que é um problema seu. Deu meio que uma depressão”, continuou.

O camisa 12 ficou fora do último Mundial devido à contusão. E a sequência longe do campo o fez até oferecer à diretoria que pagasse o tratamento com seu salário. Ouviu um “não” e recebeu mais incentivos. “Falei com o Toninho (Cecílio, gerente de futebol), porque sempre operei em médico e hospital bom. Eu só estava dando prejuízo e era para dar título, alegrias. Mas os jogadores e a diretoria sempre me animaram. Hoje já dei trombadas piores do que quando me machucava”, celebrou.

Neste espírito, o ídolo assinou um contrato inovador com o time. No papel, está previsto que Marcos trabalha como atleta até o fim de 2011 e fica mais três anos na comissão técnica. Mas, se quiser, pode estender a carreira como atleta. Algo que o arqueiro, hoje com 36 anos, acha difícil. “Mais dois anos dá no limite”, admitiu, já projetando no que deve fazer.

“Eu pensava em ser treinador de goleiros até para usar a experiência que tive no campo e nos campeonato em que joguei. É uma ideia que me agrada. Mas ainda tenho que me preparar muito. Não é só chutar para o goleiro cair. Eu me viro quando estiver chegando perto”, previu, demonstrando alegria por não ter trocado o clube que o revelou por equipes europeias.

“Teve uns times fortes que me quiseram, mas nunca quis saber. Nunca me interessou. Eu me dou por satisfeito no Palmeiras, cheguei em um lugar no qual nunca sonhei. Se você tiver a cabeça boa, dá para ganhar dinheiro no Brasil. Futebol é prioridade, tem que treinar e concentrar para jogar, mas eu por exemplo faço muitos eventos comerciais”, explicou.

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