Comissão técnica do Palmeiras se prepara para enfrentar calor no Rio

Fonte: UOL Esporte

Quando o Palmeiras começar o confronto diante do Fluminense, no domingo, sob um calor de quase 40ºC, vários saquinhos com água gelada já estarão prontos à beira do gramado.

Eles são apenas parte da estratégia imaginada pela comissão técnica do clube paulista para driblar os efeitos causados pelo clima sufocante que é esperado para o Maracanã.

Frutas, isotônicos, água de coco e carboidrato em gel também integram o arsenal preparado pelo estafe palmeirense.

“Quanto mais alta a temperatura maior é a dificuldade do organismo se adaptar e manter a temperatura corpórea”, afirma o fisiologista Paulo Zogaib. Aliado ao horário de verão, o inconveniente é ainda maior.

Para manter a temperatura interna do corpo próxima do normal (37ºC), o ser humano transpira, ou seja, evapora líquido para perder calor. Portanto, quanto maior a temperatura, mais água ele libera.

“Isso significa risco maior de desidratação”, diz Zogaib, que aponta também os danos físicos resultantes desse processo.

“A falta de água no músculo dificulta a contração. É como se ele começasse a ranger, perde-se a condição das fibras deslizarem. Isso gera cãibras e perda de resistência muscular.”

Zogaib lamenta que os “interesses econômicos” da TV impeçam alterações no horário dos jogos nessa época do ano. “O que acaba acontecendo é que os dois times, aos 30min do segundo tempo, já estão num ritmo bem abaixo do normal.”

Por isso, ele defende a ideia da “parada técnica”, intervalos de poucos minutos nas duas metades das partidas.

Isso ficou evidente no clássico contra o Corinthians, disputado domingo passado, em Presidente Prudente, quando o calor castigou os arquirrivais.

Desde o início, era visível a preocupação de ambos em não se desgastar com piques desnecessários ou passes longos.

Para piorar as coisas, o fisiologista diz que alguns árbitros proíbem quem está do lado de fora de fornecer água aos jogadores no decorrer do jogo. “Precisa esperar alguma parada, uma falta, para que os atletas possam se reidratar.”

Em partidas desgastantes como a disputada no último final de semana, a comissão técnica exige que o time ingira bastante líquido sempre que possível.

“A gente oferece água, isotônico e carboidrato em gel”, diz Zogaib. No intervalo, os atletas recebem toalhas geladas no vestiário. Eles as enrolam no pescoço e nas pernas para abaixar a temperatura do corpo.

Os cuidados com a equipe, porém, não se resumem ao que acontece na hora do duelo.
“Quando chega o verão, já começamos a treinar no mesmo horário em que vamos jogar para ter uma adaptação mais rápida”, explica o preparador físico palmeirense, Omar Feitosa.

A alimentação também é parte fundamental do esquema. Antes da partida, a preferência é para comidas mais leves e frutas com bastante água, como melancia e laranja.

De acordo com a nutricionista do clube, Patrícia Teixeira, até mesmo a sopa sofre alteração em virtude do calor. “Ela precisa ser mais líquida do que pastosa. Todas as preparações são mais molhadas”, diz.

Já o cardápio do pós-jogo é mais rico em carboidratos. Saem os peixes e saladas, entram lasanhas e pizzas.

“Mas elas podem ser mais ou menos carregadas em gorduras dependendo dos ingredientes. Em vez de pizza de calabresa, por exemplo, é melhor uma de margherita”, afirma Patrícia.

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