Herdeiros de ‘São Marcos’ torcem por ídolo, mas se dizem prontos

Fonte: Globoesporte.com

Quando Marcos ganhou o título de “santo” pelas defesas na Libertadores de 1999, Bruno e Deola eram apenas adolescentes de 15 e 16 anos, que sonhavam em ser jogadores profissionais. Fãs do pentacampeão pela seleção brasileira, eles hoje têm a chance de conviver com o ídolo nas concentrações e nos treinos do Palmeiras. E agora com peso extra: preparam-se para a missão de substituí-lo na meta alviverde, quem sabe, a partir de 2011.

Na última quarta-feira, quando o Palmeiras foi derrotado pelo Santo André por 3 a 1, Marcos surpreendeu torcedores, imprensa e até mesmo companheiros de equipe ao afirmar que pretendia largar o gol alviverde no fim desta temporada. Dois dias depois, o camisa 12 voltou a tocar no assunto, dizendo que poderia ficar no banco de reservas em 2011, ano em que se encerra seu contrato como atleta no clube. A decisão definitiva será tomada em janeiro.

– Eu acho que ele ainda tem condições de terminar o contrato. Ouço reclamações de dores desde 2008, então acredito que ele pode contornar isso se diminuir a carga de treinos. Mas eu estou pronto para assumir esta função. Sempre esperei por este momento, ele está se aproximando e estou me preparando para isso. Só imaginava que assumiria o gol com uns 27 anos… – disse o goleiro Bruno, 25 anos, primeiro na linha de sucessão de Marcos, ao GLOBOESPORTE.COM.

Deola, que voltou ao clube em 2008 depois de rodar por clubes do interior paulista, também afirma que está preparado para assumir a meta palmeirense quando solicitado. Apesar da confiança, ele diz que o torcedor precisará ter calma com o substituto de “São Marcos”.

– Não será uma tarefa fácil, pois ele é um exemplo no clube. A torcida precisará de paciência com quem entrar porque ninguém será “santo” de uma hora para outra. Se eu chegar a ser metade do que ele é, já vou ter ajudado bastante o time – comentou o camisa 22 palmeirense.

Na convivência, Marcos passa um pouco da sua experiência aos sucessores. Bruno, que costuma dividir o quarto com o veterano de 36 anos nas concentrações, afirma que aprendeu a ter o espírito de liderança.

– É uma posição na qual gosto de ficar e me sinto confortável. Gosto de falar, orientar os jogadores, assim como ele, o Pierre e o Diego Souza fazem. O Marcos procura ajudar a todos dentro e fora de campo – disse Bruno, que se recupera de uma lesão no dedão do pé direito há dois meses.

E apesar da idolatria ao goleiro, os herdeiros de Marcos afirmam que não se sentiriam mal se o pentacampeão passasse a frequentar o banco de reservas em 2011.

– Eu não ficaria constrangido com isso. Só serviria de estímulo para mim. Depois de tantos títulos e reconhecimento, me sentiria honrado em substituí-lo – afirmou Deola.

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